quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sufoco

O ar me falta.
Meu coração ora bate muito forte, ora quase pára.
Tenho um nó em minha garganta e quero parar, quero fugir, quero passar.
Tenho pressa e encurto meu próprio tempo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Será que vale mesmo a pena gostar das pessoas?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Balde de água fria

Estava a caminhar de volta para casa, e enquanto nadava em meio a meus devaneios narcisistas, um carro passou e a água suja espirrou em mim com toda a sua força.
Traduzi este episódio com uma simples frase: "Balde de água fria!"
Ok, algo me diz que tenho que trabalhar minha estrutura narcísica.
(E estou me auto-diagnosticando, vê bem!)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Me dirão que é teimosia. Responderei que me dou o direito de ser assim uma única vez. Não faço a birrenta ou a orgulhosa, ao contrário. Sou mole, perdoo sem requisitarem desculpas, não guardo rancor e se quiserem te darei mil chances. Peço desculpas, reconheço meus erros, torço o braço primeiro e depois e depois e depois. Mas me reservo o direito de não tentar mais, de vestir a alma de preto dessa vez.
A gente fica triste e quer guardar a tristeza em uma gaveta a chaves ou em cofres sem senhas. Talvez se eu não a encarar, ela não me domina. Deixo ela de lado, ela me acompanha como uma sombra, cinza e difusa.Deixa só os dias mais frios, só arranca suspiros, só dá pequenas pontadas de dor e se confunde com tarefas diárias e com intervalos do que há de realmente bom. Não quero ficar cara a cara com ela mais uma vez. Não vejo razão em lamentar essas perdas. É como se fosse a morte de alguém. Ela morreu para você ainda que esteja lá vivendo, respirando e traçando sua história. Mas morreu, quem amei e sinto falta não existe mais. Então, é isso o que sinto: luto. E por acaso as pessoas não ressuscitam, não adianta espernear e manifestar meu lado infantil e mimado. Morreu. Não há mais conversa, só adaptação.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Atrasei seis dias, mas comprei uma agenda de 2010. Isso pro meu eu de 14 anos seria o fim. Derrepende me peguei escrevendo as bobozeiras de costume em uma página pequena, sobre o ano que se foi, falei de espectativas para esse que começou. Deu um pânico ao terminar, parecia que tinha 14 anos de novo. Aí eu me lembrei que graças a Deus sou diferente daquela menina que só faltava dizer "querido diário". Tenho dinheiro para comprar minhas próprias roupas, existem os saltos altos no meu armário, há sexo e unhas vermelhas para minha versão de quase 22 anos. Assim como responsabilidades, faculdade, trabalho e contas. Mesmo com as partes não tão boas assim, não é ruim. Alguém disse uma vez, que vale qualquer lugar contato que seja em frente.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Linhas

Às vezes algumas linhas se tornam muito estreitas, muito esteitas para que possamos avistá-las e considerá-las ao caminharmos.
É estranho, porque parece que perdemos o rumo.

De fato, se não soubermos sentir as linhas, por mais tênues que sejam, então é porque perdemos o rumo deveras.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Saturada de tristezas bobas e ardidas.
Infelizmente, dificuldade para a concentração também.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Adoro!

Adoro usar vestidos e saias em dias frios.
Adoro usar nada para dormir em um dia muito quente.

Adoro a felicidade luminosa nos olhares dos desconhecidos e adoro a busca expectante da felicidade nos olhares dos outros, também desconhecidos.

Adoro os abraços fortes e longos.
Adoro os olhares furtivos.
Adoro a busca pela própria essência.
Adoro a expansão do amor.

Adoro as disposições das nuvens - quando elas estão escondidas, quando elas estão cortadas, quando elas reinam - e suas várias tonalidades.

Adoro quando minha mãe chega em casa com sua risada estridente e avassaladoramente encantadora.
Adoro o sorriso do meu amor, principalmente quando não há um motivo específico para tal.
Adoro rever pessoas especiais, conversar com elas, caminhar com elas.
Adoro as críticas dos meus amigos, e adoro seus carinhos.

Adoro descobrir.
Adoro me espantar.
Adoro aprender.
Adoro viver!

sábado, 28 de novembro de 2009

Democracia

Nesses últimos dias, deixei de acreditar na democracia. Enquanto lia "Política", de Aristóteles, me indignava com as suas críticas à democracia. Enquanto ouvia alguns de meus professores discordando da democracia, era contra. Que baque! Que não vivemos em uma democracia, disso eu já sabia, afinal, só quem faz parte de uma certa elite é que pode se sentir em uma democracia, pois tem a sua voz ouvida - e geralmente, os interesses do povo calados.

Apesar disso, sempre acreditei que a democracia fosse o remédio para a política. Como disse Aristóteles, a maioria é mais sábia, porque reúne em si diversas visões. Mas nesta última quinta-feira tive uma amostra muito simples e corriqueira de que nem sempre a maioria está com a razão. Aliás, ela dificilmente está com a razão.

E então penso "Os pais deixam que seus filhos decidam sempre só por que eles são a maioria?". Mas é claro que não! Quem decide é quem é mais capaz para decidir, e aí vem a ideia de representatividade. Mas acontece que, em uma democracia, essa representatividade é conseguida através da demagogia. E é realmente muito fácil nos convencer, não? Propaganda, uma cara razoável, uma aparência simpática e intelectual e pronto, a eleição está ganha.

Acredito que um dia seremos capazes de viver em uma democracia, mas esse dia não é hoje. E aliás, alguém reparou que democracia não combina com capitalismo? Mas que com ela, é muito mais fácil atingir os objetivos neoliberais?

E então, que forma de governo será melhor? Universalmente, é difícil responder a essa questão, porque o melhor depende do contexto histórico e político. Mas atualmente, uma "ditadura" socialista poderia ser muito mais benéfica para o povo do que essa silenciosa ditadura capitalista. Prós e contras? Sim, e muitos, para as duas coisas. E é por isso que precisamos urgentemente de EDUCAÇÃO, porque então a maioria efetivamente poderá decidir, e talvez a democracia possa realmente funcionar.

domingo, 15 de novembro de 2009

Ela II

Ela está feliz e sabe porque. Todas as dores que eram os motivos de seu sofrimento desapareceram, cicatrizaram. Isso porque ela está em paz... ela está tranquila.

Ela que se preocupava em ser a humana mais racional, mais "sensata" não se importa em dizer que gosta, que adora e tudo que a faz bem. A vergonha de manifestar seus sentimentos não existe mais, ela aprendeu que eles são as chaves de sua felicidade... seja futura, seja presente. A falta de controle do passado não lhe faz mais companhia nas noites quentes do presente, ela vai dormir sorrindo e acorda com o mesmo sorriso estampado em seu rosto denunciando a felicidade tão esperada antes.

Hoje ela não se pergunta sobre o que vive, ela não se pergunta por quanto tempo irá permanecer feliz, ela não se pergunta o porque de tanta alegria. Ela apenas vive cada segundo com intensidade sem pensar na próxima página. E o desejo de fuga? Não existe mais. O lugar além das montanhas que tanto cobiçava, hoje é o futuro de suas próximas férias ao lado do responsável pelo sorriso em seus lábios nos momentos pensativos.

O tempo de que ela precisava acabou, e após um mês e alguns dias mágicos ela continua agradecendo pela paciência, pelo carinho, pela preocupação, pela dedicação, pelo respeito, pelas palavras, pelo presente que é em sua vida, pelos momentos... Enfim, por esperar e viver algo que a torna a mulher mais feliz do mundo.
Thanks!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A música

Espantei-me ontem enquanto lia uma apostila do Simbolismo. Depois de estudar o Parnasianismo, qualquer coisa parece legal mesmo, mas não de um modo tão diferente.

Os simbolistas, seguindo a tendência anti-materialista do final do século XIX e tendo influências da filosofia de Schopenhauer e Kierkegaard, buscavam a essência humana. Esta, além dos limites da razão, profunda e interior, se mostra àqueles que rompem com os laços da medíocre racionalidade e deixam-se arrebatar pela beleza do sentimento puro.
Achei tudo isso tão impressionante, tão perto de mim, tão rico! E não é? Não temos que vencer os limites da razão e mergulhar na profundidade do "Eu"?

Eis aí uma ótima forma de experimentar sensações "irracionais": As Quatro Estações - Antônio Vivaldi. E para enaltecer a música, A Música, de Beaudelaire:

A música p'ra mim tem seduções de oceano!
Quantas vezes procuro navegar,
Sobre um dorso brumoso, a vela a todo o pano,
Minha pálida estrela a demandar!

O peito saliente, os pulmões distendidos
Como o rijo velame d'um navio,
Intento desvendar os reinos escondidos
Sob o manto da noite escuro e frio;

Sinto vibrar em mim todas as comoções
D'um navio que sulca o vasto mar;
Chuvas temporais, ciclones, convulsões

Conseguem a minh'alma acalentar.
— Mas quando reina a paz, quando a bonança impera,
Que desespero horrivel me exaspera!

Charles Baudelaire, em "As Flores do Mal"

Tradução de Delfim Guimarães

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sombras, todos temos

Sabe quando você se sente um Raskólnikov, de Crime e Castigo? Não que você venha planejando assassinar uma velha, ou que você se sinta na condição de homens especiais que tudo podem e a quem a lei não se aplica. Não que você seja carrancudo, desconfiado, calculista ou impulsivo... Não que você tenha sérios distúrbios de personalidade... E, pensando bem, tudo isso SIM. Porque no fundo, você planeja provar para si e para os outros que você é melhor que eles de alguma forma, e você gasta muita energia - consciente ou inconsciente, se é que eu posso me expressar assim - para arquitetar essas provas. E você acha, sim, que está em uma condição diferente dos outros. Lá no fundo, em alguma parte, você não acredita mesmo?

Os discursos são vários! Exemplos: "Ah, tudo bem que eu não consigo me dar bem com os meus irmãos, mas pelo menos eu consigo me virar muito bem com as meninas, tenho um charme especial que nenhuma resiste"; "Tudo bem, eu não fui mesmo bem naquela prova na qual você tirou 10. Mas pelo menos eu tirei mais que você em todas as outras..."; "Ele disse que eu sou impaciente. Posso ser mesmo, mas pelo menos eu não fico dependendo da boa-vontade das pessoas, igual a ele e a todo mundo", e por aí vai...
Além de vivermos tentando provar para nós mesmos que somos bons, ainda queremos a todo o custo provar aos outros que somos ótimos. Por isso não se espante quando ouvir que, na verdade, o tímido é orgulhoso e o autoritário é inseguro.

Somos, em grande maioria, carrancudos. Ok, você é calmo. Então me diz que você não sai do sério (por dentro ou por fora) quando alguém joga na sua cara os seus defeitos, lembra das coisas nas quais você tem muita dificuldade mas nunca admite.
Ok, você também não é desconfiado... Então aquele moço, com um sorriso lindo, te faz um elogio, ou aquela menina linda te cumprimenta. Você não vê segundas intenções, não é? Não pensa nas possibilidades por trás do ato, não é?

Ok, você também não é calculista, ou impulsivo! Então você não planeja umas boas palavras pra conseguir exatamente aquilo que quer da atendente do banco, dos seus pais, ou do(a) seu(sua) namorado(a). Não... Você não diz umas poucas e boas porque encostaram na sua ferida, ou não tem um gesto brusco quando acha que foi desrespeitado, não é?

É engraçado, o Raskólnikov parece uma personificação um pouco acentuada das dificuldades humanas. Eu me assustava constantemente lendo o livro, porque conseguia reconhecer traços meus nele. Isso porque a personagem é universal... Somos todos muito frágeis, com um ego muito grande. Temos muito pouco de humildade, amor e compaixão verdadeiros. Temos muita mágoa, muita insegurança, muita necessidade de aprovação. Temos medo da opinião alheia, de nos tornarmos "mais um", do abandono e do esquecimento, das falhas. Aí dizemos que somos muito evoluídos, muito diferentes, muito isso e muito aquilo. Mas quando vem um vento forte, uma revisão da lição, aí não tiramos mais que 5. Esquecemos de que é preciso compaixão ao conhecer o nosso interior, é preciso a mesma para analisar o do próximo. É preciso viver a vida de forma a aprender constantemente, sem ter medo da opinião das pessoas e da nossa. É preciso ter paciência com nossas dificuldades e com as alheias. É preciso admitir que temos sombras, e procurar conhecê-las. É preciso saber que não podemos ser ótimos em tudo - como disse hoje a minha maravilhosa professora de Geografia, Ziza - mas que com certeza temos potencial e podemos desenvolvê-lo. Podemos crescer.

Eu adoraria estar praticando, em tempo integral, o que já sei que deveria. Mas há alguns dias, como hoje, quando o Raskólnikov quase toma conta, e então o pensamento fica difuso, a razão perde campo, e a angústia se justifica de mil e uma maneiras. Eu queria mesmo ser boazinha comigo mesma e com todo mundo, queria ser mais paciente comigo mesma e com todo mundo, queria ser humilde, queria ser compreensiva, queria ser equilibrada. Um dia eu chego lá. Por enquanto, procuro a Luz escrevendo e admitindo pra mim mesma que minhas sombras são enormes, e por vezes tomam conta de mim.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

"Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: 'Para estar ao lado sem pesar com a presença'."

Trecho de uma crônica da Martha Medeiros

Meu objetivo de vida é esse: Leveza!

domingo, 13 de setembro de 2009

Saudades

Choramos há pouco, lembrando dela. É incrível que uma hora a dor (vinda de nosso egoísmo) dá lugar à linda emoção da saudade.
Como uma pessoa pode ter sido tão doce, tão amável, tão, tão maravilhosa? Aquela risada gostosa, aqueles olhos verdes, sinceros, aquela personalidade forte, cativante... Toda aquela força de mulher muito vivida, e aquela proteção de mãe, estendida a todos aqueles que gozavam de sua simpatia. Nunca esquecerei aquele carinho e aquelas risadas... Nunca esquecerei que uma parte de mim é ela. E ela foi maravilhosa nesta sua vida! Um exemplo de amor.
Sempre terei em meu peito aquelas palavras para ela ("Eu amo a senhora!"). E sei que, onde quer que ela esteja, ela está muito bem, e que sempre poderá contar com a vibração sincera de todos aqueles a quem ela conquistou o coração. Muito obrigada pela imensidão que a senhora significa, vozinha querida!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fossa!

Forget Her - Esqueça-a

"Enquanto esta cidade está ocupada dormindo
Todos os barulhos acordados mentem
Eu ando nas ruas para parar o meu choro
Mas ela nunca vai mudar o jeito dela

Não se engane
Ela era decepção desde quando você a conheceu
Meu coração está tão parado
Enquanto eu tento encontrar a vontade de esquecê-la de algum modo
Oh, eu acho que a esqueci agora

O amor dela é uma rosa morta e morrendo
Caindo as pétalas e cara, eu sei
Todo cheio de vinho o mundo antes dela
Mas sóbrio e sem lugar para ir

Não se engane
Ela era decepção desde quando você a conheceu
Meu coração está congelado
Enquanto eu tento encontrar a vontade de esquecê-la de algum modo
Ela está em algum lugar agora

Oh, minhas lágrimas caem enquanto eu tento esquecer
O amor dela foi uma piada, desde o dia em que nos conhecemos
Todas as palavras delas, todos os homens dela
Toda a minha dor quando eu olho para trás
Lembrar do cabelo dela como ficava no sol
Isso foi na cama, quando eu sabia o que ela havia feito
Dizer a si mesmo várias vezes que você nunca mais precisará dela

Mas não se engane
Ela era decepção desde quando você a conheceu
Oh, meu coração está congelado
Enquanto eu tento encontrar a vontade de esquecê-la de algum modo
Ela está la fora, em algum lugar agora

Oh, ela era decepção desde o primeiro dia quando a conheci
Meu coração está congelado
Enquanto eu tento achar a vontade de te esquecer de algum modo
Eu sei que você está lá fora em algum lugar"

Jeff Buckley

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

All You Need Is Love s2

Sempre gostei da idéia de tatuar algo que tenha um significado para mim. Pensei em uma época que escreveria "Tudo vai passar" no pé direito. Para sempre manter em mente de que coisas ruins e boas passam, que bobeira é a gente quem faz e que empolgação demais não é a verdadeira felicidade. Com o tempo, a frase me parece um tanto negativa, amarga. A tatuagem no pé foi para gaveta.
Decidi fazer uma estrela azul na lateral do pulso esquerdo com minha amiga de infância, minha irmã, meu porto seguro. Além de dentro do meu coração ela estará represetada fisicamente, tatuada pra sempre. Muito em breve farei.
Eis que me deperei hoje com a foto abaixo.



Além de ser um trecho da música dos Beatles, banda que eu adoro é o recado que eu precisava pra encher meu coração de alegria hoje. É o recado que eu deixo para vocês nesse final de semana. É o recado tenho certeza que quero me lembrar pra sempre tatuado no meu pé.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Não qro ser igual ela. Não quero morrer aos poucos, calada cada vez que você a encontrar.
Não vou me enterrar sem gritar e não vou deixar nem metade da terra me passar.

domingo, 26 de julho de 2009

Tenho você entre minhas pernas durante seis noites. Tenho você entre minhas mãos durante seis dias. Em filas do próximo brinquedo, em filas de supermercado. Me acordando pra tomar banho primeiro já que demoro tanto pra me arrumar, tenho lentes de contato e hidratantes.
A gente ri e se diverte com voce me afogando, com as ondas artificiais, com um poema que diz que amor é a dor. A gente se desentende por besteira e briga de verdade quado eu viro pro lado. Mesmo quando não entendo seu silêncio você me abraça forte até eu cair no sono querendo dizer que tudo bem, é bom mesmo assim.
Voce consegue me fazer sorrir a todos instantes, me faz feliz sem esforço.
Já era pra eu ter enjoado de você e começar a fantasiar com o carinha da sala ao lado na facul ou outro impossível qualquer. Mas eu continuo fascinada por você, desejando um sétimo dia. Continuo com aquela empolgação adolescente quando você aparece do tipo que olha pra amiga e diz "é ele! é ele!" radiante.
É você meu amor. Meu amor é você.

terça-feira, 21 de julho de 2009

ELA

Ela chora e não sabe o porque. Sabe que alguma coisa dentro do seu peito a machuca, que não cicatriza, dores que trazem lembranças que ela devia esquecer.

Logo ela que sempre se preocupou em parecer a pessoa mais racional (as vezes fria), a mais objetiva, a mais centrada que não deixava se levar por sentimentos que segundo ela sempre foram desnecessários no seu cotidiano. Não que fosse proibido gostar, dizer que amava.... mas que fossem usados de forma equilibrada, sensata se é que a entendem. Mas logo ela que sempre teve vergonha em manifestar suas emoções (irônico isso, porque ela sempre foi extremamente emotiva) depara-se agora com momentos que o controle de antes é inexistente, a vontade de chorar é incontrolável em suas noites solitárias e o medo da solidão cada vez mais presente.

Mas por que sentir medo da solidão sendo que a aprecia ? Por que essa angustia? Por que todos os problemas juntos? Por que a culpa? Por que a distância? Por que a confusão? Quando ela era criança e queria logo que a maturidade chegasse não pensava que ia ser tão difícil assim, não pensava que ainda teria perguntas, ela sabia que os problemas existiam, mas carregava a ilusão de que eram simples e seria fácil resolvê-los. Talvez se tivessem a alertado na infância uma de suas fugas teria sucesso, e estaria hoje no lugar além das montanhas, que não conseguia enxergar quando via o pôr-do-sol todas as tardes na rua de sua casa enquanto brincava de esconde-esconde com outras crianças vizinhas.

Ela sabe que o tempo passou, sabe que lamentações e o desejo de que tudo volte é perda de tempo. Mas ela é humana e é ferida como todos os outros que parecem ser mais frágeis que ela. Seu controle, seu orgulho e as vezes frieza é só um escudo pra se defender dos "ataques"... dentro desse "casco" habita um coração mole e solitário que precisa de um tempo, mas um tempo de verdade pra que tudo volte a ser belo como sempre sonhou.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sobre a vida

Penso que é muito difícil identificar quando se está caminhando na rota errada. Quando se trata de identificar as rotas de outras pessoas, acaba sendo mais fácil. Mas para nós mesmos, é realmente difícil.
Isso porque, notoriamente, a maioria das pessoas está mesmo na rota errada, mas ninguém - exceto, geralmente, os chamados "caretas" - vê problema algum nisso.

Em dado momento da vida vem o vazio. Aquele vazio que faz recordar a infância, o primeiro amor, as primeiras atitudes erradas. E o que fazer, então? Será que não é tarde demais pra mudar? Será que não é esse mesmo o destino dos seres humanos - viver sem sentido?

Às vezes, essa percepção do vazio dura muito pouco pra que se possa mesmo considerar a possibilidade de mudança. Mas quanto mais o tempo passa, e mais clareza o pensamento adquire, mais nítida fica a impressão de que se esteve mesmo andando por caminhos errados. E então vem a lembrança daquela professora querida. Vem a lembrança daquela pessoa que nos amou, nos incentivou, nos procurou, tentou nos chamar, nos segurar pelo braço. E aí vem a dor, porque lembramos, também, de nossa reação. De nossa revolta, que hoje vemos ter acontecido sem razão. E vemos as coisas às quais demos valor, as coisas tão passageiras, as sensações tão pobres, as pessoas - tão vazias quanto nós. Por que será que, quando nessa revolta, vemos o mundo sem razão tão atraente e desprezamos todas as boas coisas que temos? Sim, sabemos que nunca são só coisas boas. Mas hoje vemos que as boas eram maiores que as ruins.

Não são todas as pessoas que passam por essa fase na adolescência. Algumas passam por isso antes, outras depois. E algumas, sortudas, nunca passam. O problema é quando a fase deixa de ser só uma fase e vira o início de um processo doloroso. O processo doloroso pode ser qualquer coisa que desencadeie aquele sentimento de vazio. E, pra isso, essa coisa precisa estar bem arraigada em nossos hábitos.

Pensamos: "quanto tempo perdí". E que vontade de abraçar os queridos, de revê-los, talvez de pedir desculpas. Mas... Não será tarde demais? Não será muito pueril essa idéia de mudar, assim, sem razão? Mas de que razão precisamos? Da razão que se traduz no consentimento daqueles com os quais estamos acostumados a viver? E quem são esses? São nossos amigos, ou são nossos hábitos?

Dizem por aí que as pessoas estão muito carentes, que se agarram à literatura barata - seja de romances, seja de auto-ajuda - para esquecer a própria frustração ou para acreditar em uma nova ilusão - já que aquela da vida eterna caiu em desuso há séculos. E você, o que acha?

Não confio nos racionalistas. Não vejo lógica em acaso. Não vejo lógica em vida sem propósito. Vejo causa e efeito, vejo objetivo. O ser humano tem um valor inestimável. Por isso, para mim, é preciso renovar os questionamentos e ouvir a razão dos sentimentos. A partir disso, não é muito difícil enxergar um caminho; é só querer. É preciso procurar um objetivo, é preciso aprender a volorizar todos os aprendizados e a buscar a melhora. É preciso questionar a si mesmo. É preciso procurar a melhora. É preciso aprender.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Espectro familiar

Há algo que me incomoda. Um espectro, apenas. Mas isso pesa.
Ah, Cibele! Sempre achando que é possível fazer mais, porque fez muito pouco... E geralmente é verdade. Mas de que adianta lamentar-se? De nada; não adianta! Adianta arregaçar as mangas e observar do início. O que está errado? O que posso mudar para que fique melhor? É preciso rever constantemente as atitudes.

E a saudade bate forte! Muita saudade, de muita gente.
E eu percebo o desespero da distância. Mas vocês estão comigo, não estão?

sábado, 13 de junho de 2009

Aí questiono se sou a única que faz a ciranda girar. Penso, sem cogitar, parar de rodar. A dança continuaria? Alguém daria impulso? E acontece que as vezes, alguém dá um passo a frente, fala primeiro, toma a iniciativa, diz que sente saudades. Me surpreende. Me dá razões para continuar a rodar, rodar, rodar... A não parar de sorrir.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Apenas um modo humano de perceber o mundo, o tempo

"O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno." (Shakespeare)

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas ...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos
mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ... para sempre ...
À margem de nós mesmos..." (Fernando Pessoa)

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa)

"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." (Luis Fernando Veríssimo)

"O que agora transparece é que, não há tempos futuros nem pretéritos. É impróprio afirmar: Os tempos são três: Pretérito, presente e futuro. Mas talvez fosse próprio dizer: os tempos são três: presente das coisas passadas, presente dos presentes, presente dos futuros. Existem pois estes três tempos na minha mente que não vejo em outra parte (grifo meu) : lembrança presente das coisas passadas, visão presente das coisas presentes e esperança presente das coisas futuras. Se me é lícito empregar tais expressões, vejo então três tempos e confesso que são três" (Santo Agostinho)

"O tempo, então, é a medida do movimento conforme o antes e o depois." (http://br.geocities.com/sidereusnunciusdasilva/tempo.htm)

Sabe-se que o tempo e o espaço são formas de percebermos o mundo. Isso significa que o tempo é relativo à nossa capacidade cognitiva espaço-temporal. E o tempo também é subjetivo, pois não se pode entender o "tempo do relógio" como igual para todos. O tempo e o espaço são intrínsecos às nossas vidas. Mas o que são?

domingo, 17 de maio de 2009

Amizade

Dias desses, em uma conversa no almoço me choquei quando um colega do trabalho comentou que a sua namorada diz não ter amigos, além de sua irmãzinha de 12 anos. Impossível, nenhum? Segundo ela, amigo é aquele que se sente verdadeiramente feliz com suas conquistas. Que amizade não é um jogo de interesses, orgulhos e inveja. Somente sua irmã é capaz de tal desprendimento.

Me fez pensar. Simples é estar ao lado do miserável, ter compaixão por quem causa pena. Desperta a vontade de ajudar quem acabou de terminar um namoro e está desnorteado, praguejando contra cada casal de mãos dadas que aparece na sua frente. Chamar a garota para almoçar, dar conselhos de amor próprio entre a salada e a torta de limão, se sentindo superior é tão fácil. Para quem comete grandes erros, sempre há um ombro amigo. Quem recebe um esporro no trabalho encontra na pausa pro cafezinho um colega pra xingar junto baixinho o filho da puta e prepotente do chefe. Se há doença ou morte de quem a gente ama no meio aparece até o amiguinho do jardim de infância oferecendo ajuda.

A capacidade de se solidarizar uns com outros foi primordial para o desenvolvimento da humanidade. Sem ela, não teríamos passado da Idade da Pedra, na primeira doença iria todo mundo saco se não cuidássemos uns dos outros. É fundamental ter pessoas ao nosso lado que nos ajudam em momentos difíceis.

Mas reconhece os verdadeiros amigos, pela capacidade de se satisfazer e conviver com seu brilho. Só eles pulam de felicidade junto com você quando finalmente, consegue ficar com aquele cara que você sempre foi apaixonada. Que te chama pra comemorar no happy hour sua promoção no trabalho e nem liga se seu salário é maior. Que quando está tudo bem na sua vida fica do seu lado naquele finzinho de tarde de domingo até assistindo Faustão esperando a hora de dividir uma pizza e da segunda chegar.

Esses sim são seus amigos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Evento

Todo ano o país comemora alguma "data especial". Pode ser ela um marco na sociedade, um movimento, uma revolução... enfim, qualquer coisa que possa nos lembrar que pessoas públicas existem para aparecerem, e nós humildes cidadãos que somos as prestigiamos sempre que possível.

E diferente do ano passado onde os 100 anos da Imigração Japonesa e os 50 Anos da Bossa Nova foram os assuntos chatos, este ano vamos comemorar os 50 anos de carreira do rei Roberto Carlos. E mesmo prevendo a saturação do assunto até o final do ano, deixo registrado aqui minha vontade de participar desta comemoração e que aceito convites para os shows em São Paulo que acontecerá no mês de Agosto.

=)

sábado, 2 de maio de 2009

beijonaocontacomigotchau

Ando me decepcionando com as pessoas do meu mundo.
É preciso muito pouco pra cair no meu conceito. Pra eu desistir de alguém. Uma atitude mesquinha acaba com 4 meses de consideração, destrói os tijolinhos. A falta de dedicação a amizade põem em cheque trilhões de palavras bonitas.
De falsidade e superficialidade não vivo mais, sei indentificá-las agora. Prefiro me poupar. Ficar quietinha no meu quarto, sem brilho, sem risadas, sem glamour. Prefiro o mundo com telefonemas que me colocam na linha, que me fazem lembrar da minha verdade. Com conversas e diversões desprenciosas com antigas amigas. Ao lado do menino que faz meu mundo girar.
Verdade que não sofro mais, não insisto. Mas há decepções, ainda espero sim o melhor das pessoas.
Elas só têm menos chances.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

E não quero dormir...

Essa sensação do mundo, a vontade de escrever e a insenbilidade à dor vão embora. Deixando espaço pra falta, pro tédio, pra segunda-feira medíocre. Quero ouvir pra sempre Open Your Eyes, como faço há horas, pra sempre. Deixar sentir TANTO que transforma em nada. Coisa não publicáveis, não recomendado para pessoas com mais de 4 mim na minha vida. Não quero acordar e sentir doer. E ter que conviver. Quero apertar o play mais uma vez e arrancar, vomitar, escrever como se eu pudesse tirar todo o cancer, distante. Posso admitir tudo, distante.

domingo, 12 de abril de 2009

Paranóia

Desde dezembro do ano passado tento ler um livro como tanto lidos anteriormente, mas o problema é que não consigo me concentrar e me envolver com a história contada. Segundo a minha prima Karina (escritora também deste blog) não foram boas escolhas. A primeira trata-se de uma história épica, algo que sempre atraiu minha atenção e a segunda de um livro evangélico. É, um livro evangélico caro leitor fantasma... A verdade é que quando pedi esse livro no amigo secreto não sabia direito do que se tratava, li apenas um resumo dele e achei interessante para um livro de 30 reais (se arrependimento matasse...).

Bem, nas ultimas semanas pensei muito em tal fato e a primeira conclusão que cheguei foi no tipo de trabalho que faço atualmente. Apertando Ctrl-C e Ctrl-V no mínimo 6 horas por dia não está trazendo muitos benefícios, e o interessante ou intrigante - como preferir - é que não sou a única na minha equipe a comentar algo semelhante.

Estava um pouco paranóica (o que não é novidade) quando recentemente em uma noite num domingo nada produtivo estava assistindo Fantástico, e eis que surge a seguinte notícia: "Segundo estudos de uma Universidade na Inglaterra jovens entre 21 e 28 anos têm uma ligeira queda em seu desempenho intelectual". MA-RA-VI-LHA!!! Está aí a fonte do meu problema, estou na fase dos intelectualmente menos favorecidos. E segundo a extraordinária reportagem do renomado programa chamado Fantástico devo exercitar meu cérebro resolvendo problemas da minha amada matemática, para assim o mesmo não atrofie no futuro.

Claro que não acreditei na história, pois além de ser meio que absurda veio de uma fonte nada confiável que invade nossas casas há mais de 30 anos. Mas isso não vem ao caso discutir agora. O engraçado é a coincidência que os fatos aconteceram, e o mais engraçado ainda é eu ter pensado na possibilidade de ter alguma veracidade nisso. O único benefício disso tudo? Boas risadas no ultimo natal antecipado com minhas primas! =)

sábado, 4 de abril de 2009

É PRECISO MUDAR O HOMEM

"Dez mil anos já se passaram desde que o primeiro homem aproveitou-se do trabalho do vizinho para lucrar. E até agora nada mudou. Civilizações surgiram e desapareceram. Impérios soçobraram. Guerras, fome e miséria acompanham a humanidade desde então. E nada. Absolutamente nada mudou.
Culpar a quem, senão ao próprio homem?
Propostas surgiram, avançaram, mas jamais alcançaram o bem-estar.
O homem continua só e solitário. A batalha do dia-a-dia não lhe permite raciocinar. E o que é a batalha do dia-a-dia senão guerra de outro tipo?
E o que é a exploração do homem pelo homem que não escravidão disfarçada?
O que fazer?
Essa pergunta já foi feita e deu no que deu.
Outra pergunta: É possível mudar o sistema sem mudar o homem?
É a História quem responde: nada feito.
Mudar o homem.
Eis a solução.
Mas de que forma?
Alguém tem alguma idéia?
Diógenes percebeu isso há 2.500 anos. Quando lhe perguntaram a razão de andar com uma lanterna acessa durante o dia, respondia: procuro o homem.
Platão fez algumas sugestões, Aristóteles também tentou. Que o digam Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho.
Os utopistas cansaram de oferecer alternativas.
Thomas Morus dirá que o decapitaram e depois o santificaram.
Tudo por obra do animal homem.
Até Marx foi enganado.
Porque acreditava no homem generoso e no homem solidário.
O resultado todos conhecem.
Então não haverá solução?
Claro que há.
Ela começa por você!"


Por Georges Bourdoukan